Seu maior medo, depois do medo da morte, é claro, era o de machucar o sentimento das pessoas. E com isso, por vezes sofria por nao encontrar quem pensasse da mesma forma.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Era uma pessoa nem tao igual, nem tao diferente das outras pessoas do mundo. As vezes, pensava demais antes de agir e acabava nao fazendo besteira. O que é bom. Só que umas outras vezes acontecia justo o inverso: esquecia-se de pensar e quando via, já estava no campo da acao. O que pode ser bom ou ruim, dependendo do caso.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Éramos eu e ele atores naquele dia, naquele lago, duas semanas atrás. Eu fingia não querê-lo mais, fingia não mais gostar daquele sorriso, e enganava a mim mesma. Do outro lado daquele pequeno banco, ele fingia que eu era única e falava sobre uma tal conspiração absurda, na qual eu não conseguia acreditar. Tentativa fracassada de me ter de volta.
Mas eu queria acreditar naquelas palavras, tudo o que eu precisava naquela hora era de um abraço apertado como os tantos outros, eu queria é sentir denovo o conforto de tê-lo ao meu lado nos finais de semana e nas horas mais improváveis do dia, me fazendo surpresa e me tirando da rotina, que eu acho chata.
Hoje eu sinto falta inclusive de brigar e dos sentimentos negativos que tive naquele dia. Sinto a falta do tempo que eu não prolonguei porque precisava fechar de vez aquela história que eu vinha escrevendo junto com ele. O problema foram os capítulos que eu nunca li, que eu só fiquei sabendo quando cheguei na última página. Dessa vez, e apenas dessa vez, eu havia me esquecido de folhear o livro na curiosidade de saber quanto faltava para acabar.
Não tão distante, o arco do amor que me deu sorte nem era mais tão bonito assim.
Mas eu queria acreditar naquelas palavras, tudo o que eu precisava naquela hora era de um abraço apertado como os tantos outros, eu queria é sentir denovo o conforto de tê-lo ao meu lado nos finais de semana e nas horas mais improváveis do dia, me fazendo surpresa e me tirando da rotina, que eu acho chata.
Hoje eu sinto falta inclusive de brigar e dos sentimentos negativos que tive naquele dia. Sinto a falta do tempo que eu não prolonguei porque precisava fechar de vez aquela história que eu vinha escrevendo junto com ele. O problema foram os capítulos que eu nunca li, que eu só fiquei sabendo quando cheguei na última página. Dessa vez, e apenas dessa vez, eu havia me esquecido de folhear o livro na curiosidade de saber quanto faltava para acabar.
Não tão distante, o arco do amor que me deu sorte nem era mais tão bonito assim.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Que aperto!
Ser substituída em uma noite ou outra por uma qualquer nao me deixa pensar em mais nada.
Como se pode trocar o afago da pessoa amada por outro alguém? Eis os mistérios da mediocridade humana (especialmente masculina).
No Autocad, eu tento idealizar um novo projeto, na tentativa de apagar os tantos outros que eu já fiz um dia. Sem vontade de fazer mais nada, viro a noite e espero ansiosamente pelo dia seguinte. Nao quero amar mais ninguem, por enquanto.
Acabo de concluir algo que me preocupa: talvez eu nao queira esquecer.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Dividida
Distancia: fico longe querendo estar perto
Lembrancas: lembro do doce e do amargo
Vontade: desejo de ir em frente, desejo de voltar atras
Ando dividida, as vezes me consome a metade que quer abracos, que tem saudade
mas logo vem a outra, que me pega na fragilidade e me vem com a raiva e o desgosto.
Espero ansiosamente pelo meu proprio grito de desespero.
Eu, que sempre fui indecisa, hoje sou ainda mais.
Lembrancas: lembro do doce e do amargo
Vontade: desejo de ir em frente, desejo de voltar atras
Ando dividida, as vezes me consome a metade que quer abracos, que tem saudade
mas logo vem a outra, que me pega na fragilidade e me vem com a raiva e o desgosto.
Espero ansiosamente pelo meu proprio grito de desespero.
Eu, que sempre fui indecisa, hoje sou ainda mais.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Sete de abril
Passando pomada as tres da manha. Talvez uma tentativa de curar alguma ferida interna, que so agora parece ter sido aberta de fato.
Regulo o ventilador: quero vento fraquinho, quero choro baixinho, que e para ninguem me ouvir.
(tantos ja ouviram falar)
Meus porta-retratos ja estao vazios, e tambem o meu coracao.
Dia longo.
As cores de abril nao tem tons de anil. Nada de flores se abrindo, Vinicius de Moraes.
Passando pomada as tres da manha. Talvez uma tentativa de curar alguma ferida interna, que so agora parece ter sido aberta de fato.
Regulo o ventilador: quero vento fraquinho, quero choro baixinho, que e para ninguem me ouvir.
(tantos ja ouviram falar)
Meus porta-retratos ja estao vazios, e tambem o meu coracao.
Dia longo.
As cores de abril nao tem tons de anil. Nada de flores se abrindo, Vinicius de Moraes.
A noite e eu
Olho para a noite e pergunto: e verdadeiro o brilho da tuas estrelas?
O que se enconde por tras de tanta beleza, por entre a imensidao desse azul?
No teatro da minha vida eu nao era personagem: me envolvi no enredo e me descubro agora narradora da tragedia.
Amei, amei, amei. Amei ate o fim. Ate descobrir que eu nao era especial, eu nao era unica.
Nao, eu nunca fui.
Marilia, talvez Dirceu te espere nos livros, nas poesias falsas que ainda hoje recebo.
E o meu coracao, que um dia ja deu uma festa dentro de mim, hoje bate com medo dos corredores, com medo dos outros, com medo de mim. Meus bracos ja nao pedem abracos, eles pedem distancia e nao sao mais tao receptivos quanto de costume.
Mais uma vez, olho para a noite e penso: se e tudo tao imenso, mostra-te ou nao ficarei em paz.
Olho para a noite e pergunto: e verdadeiro o brilho da tuas estrelas?
O que se enconde por tras de tanta beleza, por entre a imensidao desse azul?
No teatro da minha vida eu nao era personagem: me envolvi no enredo e me descubro agora narradora da tragedia.
Amei, amei, amei. Amei ate o fim. Ate descobrir que eu nao era especial, eu nao era unica.
Nao, eu nunca fui.
Marilia, talvez Dirceu te espere nos livros, nas poesias falsas que ainda hoje recebo.
E o meu coracao, que um dia ja deu uma festa dentro de mim, hoje bate com medo dos corredores, com medo dos outros, com medo de mim. Meus bracos ja nao pedem abracos, eles pedem distancia e nao sao mais tao receptivos quanto de costume.
Mais uma vez, olho para a noite e penso: se e tudo tao imenso, mostra-te ou nao ficarei em paz.
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