A noite e eu
Olho para a noite e pergunto: e verdadeiro o brilho da tuas estrelas?
O que se enconde por tras de tanta beleza, por entre a imensidao desse azul?
No teatro da minha vida eu nao era personagem: me envolvi no enredo e me descubro agora narradora da tragedia.
Amei, amei, amei. Amei ate o fim. Ate descobrir que eu nao era especial, eu nao era unica.
Nao, eu nunca fui.
Marilia, talvez Dirceu te espere nos livros, nas poesias falsas que ainda hoje recebo.
E o meu coracao, que um dia ja deu uma festa dentro de mim, hoje bate com medo dos corredores, com medo dos outros, com medo de mim. Meus bracos ja nao pedem abracos, eles pedem distancia e nao sao mais tao receptivos quanto de costume.
Mais uma vez, olho para a noite e penso: se e tudo tao imenso, mostra-te ou nao ficarei em paz.
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