sexta-feira, 23 de abril de 2010

Éramos eu e ele atores naquele dia, naquele lago, duas semanas atrás. Eu fingia não querê-lo mais, fingia não mais gostar daquele sorriso, e enganava a mim mesma. Do outro lado daquele pequeno banco, ele fingia que eu era única e falava sobre uma tal conspiração absurda, na qual eu não conseguia acreditar. Tentativa fracassada de me ter de volta.
Mas eu queria acreditar naquelas palavras, tudo o que eu precisava naquela hora era de um abraço apertado como os tantos outros, eu queria é sentir denovo o conforto de tê-lo ao meu lado nos finais de semana e nas horas mais improváveis do dia, me fazendo surpresa e me tirando da rotina, que eu acho chata.
Hoje eu sinto falta inclusive de brigar e dos sentimentos negativos que tive naquele dia. Sinto a falta do tempo que eu não prolonguei porque precisava fechar de vez aquela história que eu vinha escrevendo junto com ele. O problema foram os capítulos que eu nunca li, que eu só fiquei sabendo quando cheguei na última página. Dessa vez, e apenas dessa vez, eu havia me esquecido de folhear o livro na curiosidade de saber quanto faltava para acabar.

Não tão distante, o arco do amor que me deu sorte nem era mais tão bonito assim.

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