quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"Saudade tão grande"

Vira e mexe, temos sempre saudade de alguém ou alguma coisa. Da casa na qual um dia moramos, e como era linda e agradável. Dos amigos que jurávamos ser para sempre, no entanto não mais se fazem presentes, nem eram tão amigos assim. Do cheiro da comida feita pela avó, e do gosto e do aspecto; Saudades de quando éramos crianças e não conhecíamos na teoria o que significava Felicidade: praticávamos-na. Falta da escola e das pessoas dentro dela, e de um lugar bem específico, a cantina. Bem próximo dali podíamos sentar para jogar conversa fora enquanto colocávamos a comida para dentro (coisa boa). Às vezes se tem saudade de coisas concretas, os objetos e as sensações que eles emitem em nós. Ganham sentimentos a partir da hora em que percebemos o valor que possuem além do material. São mais fáceis de fazer o Desapego. Em contrapartida existem as pessoas. É bem difícil de se desfazer delas, já que o que conta é mesmo a alma, se é boa ou não. Esses seres possuem cheiros e gostos únicos e pontos marcantes: podendo torná-las inesquecíveis.
Uma coisa é fácil de afirmar: se temos saudade de alguma coisa é porque gostávamos dela, e talvez seja bom, então, ter esse sentimento. Se é assim, por que não gostamos de sentir saudade? Acho que é porque não conseguimos de imediato fazer uma substituição de uma coisa por outra no mesmo nível.
A gente pode também ter falta de algo que nunca tivemos, só que isso é coisa rara. Como bem já disseram, "O que os olhos não vêem, o coração não sente". Será?

domingo, 18 de janeiro de 2009



Não sendo um robô ou uma pedra, tenho sentimentos e, portanto sou humana. Ser humano é ser assim, se bem que tem muita gente por aí com "coração de pedra", mesmo sendo de carne e osso. Emocionar-se é o que há de mais natural: não há como forçar choro e risos fingindo serem verdadeiros, só os atores são capazes de fazê-los. Imitando a vida real eles nos enganam o tempo inteiro sob um jogo de luzes e um fundo musical - e a gente bem que gosta.
Tudo isso acontece no cinema, que é onde os homens costumam se emocionar bastante. Ali cada detalhe foi cuidadosamente preparado para proporcionar ao grande público a efêmera vontade de estar na tela.
E no fim de um bom filme, a gente acaba é ficando mais um pouco, os créditos se tornam personagens e queremos mais uma vez. As luzes, inclusive, já não acendem mais como há algum tempo teimava em acender; é para deixar mais à vontade.
E não deu outra: veria mais uma, duas e outras tantas vezes O Curioso Caso de Benjamin Button. Não foi necessário cair lágrima de meus olhos. O filme é bonito como um todo e não em alguns trechos. E fala sobre como não podemos comandar o tempo, antes de mais nada. Muito bom.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Férias é mais do que não ter compromissos, prazos, cobranças, horários, preocupação. Diria até que é um estado de espírito, chegou a hora de lavar a mente para aguentar a pressão que vem quando tudo (re)começar. E o Recomeço a gente sabe bem como funciona, é mais ou menos parecido a cada ano que passa. Mas por que falar de recomeços? Estou muito bem assim e não me importo de esquecer de todo o resto.
Ando querendo me movimentar e fazer coisas inusitadas, mas ao mesmo tempo bate aqueela preguicinha matinal! Oh, indecisão cruel que me persegue como uma sombra negra em dia de sol escaldante. E por falar em sol e em escaldante, não é que o calor tá de matar?! Deus do Céu, fico até preocupada em pôr os pés para fora de casa e voltar um ser desidratado. Saciar minha vontade é me presentear com uma geladeira repleta de picolés de limão e uva, ahhhhhh..
Próxima semana tem praia e mais sol: e mais férias. Gosto tanto que acabo achando estranho isso tudo. Mas nada como mais uns diasinhos, e eu me acostumo fácil. Espero não estar tão adaptada de modo que quando voltar à rotina não consiga ser quem eu era antes, quando tudo ainda era normalmente um tédio. E eu já nem sei mais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Pra ser poeta não tem que ser admirada pelo grande público. Não se é poeta apenas no papel, ser poeta é ser poeta o tempo inteiro, sem intervalos comerciais. Lugares e pessoas comuns tornam-se algo a mais vistos por seus olhos; eles os vêem de um outro modo. É também ter coração e alma livres para amar e tentar esquecer, sempre que se arrepende ou é ferido.
E nesse mundo confuso das palavras, tens um mundo que é de sua propriedade: fico feliz em saber que talvez eu seja uma personagem importante na história como um todo.
Segue, minha poeta! E verás chances de ser ainda melhor.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pessoas loucas, tempo estranho
Estou trancado, eu não alcanço
eu me importava, mas tá tudo mudando.

Zé Ramalho canta Bob Dylan - o dvd

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Você é a pessoa na qual eu mais me inspiro, talvez seja por causa do seu jeito engraçado, por tocar violão tão bem. Lembro de quando me falou que seus namoros sempre acabavam com serenatas e de tantas outras histórias que já me contastes. Sei que pareço muito com você, vejo meus olhos fundos afogados em um rosto incomum: sou eu com alguns outros detalhes.
Gosto tanto de você que até quando levo reclamação quase nunca fico com raiva, embora aparentemente demonstro o oposto. Me vejo em você, meu admirador secreto favorito.
Por um ângulo maior do que o natural, és bem mais do que um pai, és também um grande amigo e outras coisas, nem me lembro.
Cresci ouvindo suas músicas, que passaram a ser as minhas favoritas. Sempre foram poesias gostosas para meus ouvidos e continuo roubando quase toda a sua caixinha de cd´s antigos.
Ficava irritadíssima quando não sabia dizer a cor do cavalo branco de Napoleão e falar rápido quanto dava 1+1-1+1. Hoje sei que o cavalo de Napoleão era branco, mas podia ser de quantas cores eu quisesse. Continuo não sendo tão boa em cálculos, mas não há nada mais exato do que o meu amor por você.

Um beijo, Marília.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Estou mais livre do que nunca. Estou tão feliz! Já estava na hora mesmo de me livrar de tantos livros e passar a usar mais meus dotes artísticos. Tenho alguns planos para esse início de ano e irei aprender a fazer projetos e dar forma às coisas que me rodeiam. Sei que vou ter dores de cabeça e enjôos ao ver tantos papéis coloridos, mas não tenho como fugir deles!
Acho que esse vai ser um bom ano.