segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cê nao vê, Eduardo
Que nao és mais bem-vindo
no meu Lar
que muitas vezes foi teu, também
Aqui a gente te acolheu
Eras namorado, irmao e filho
Aqui eras como um de nós
Tua segunda família e teu conforto
Minha mae era tua tambem
Meu pai era teu tambem
Até Gandhi tu conquistasse
Com esse teu jeito manso de cachorro
Essa mesa já se esticou para caber você também
No meio do nosso jantar tao animado
Aqui é a lei do Sempre Cabe Mais Um
Mas hoje já nao tem espaço para você
A falta que você faz é preenchida
Pela sua insensatez
Vá agora, enquanto há tempo
Despeça-se de mim de uma só vez
Só você nao vê, Eduardo
A besteira que você fez

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