Contigo eu iria até a esquina, eu ia até a padaria, só para passear na tua companhia.
Iria ao teu restaurante favorito, iria comer espetinho, eu não faria questão, meu amor.
Até comeria espetinho toda noite, e a gente alternaria no pedido: um dia carne, outro frango, outro queijo.
E seria assim até o fim de semana.
Contigo eu iria até para enterro. Até em enterro a gente se faria feliz.
Eu te faria milhares de cartas, até você enjoar da minha letrinha de menina.
E te faria desenhos apaixonados de nós dois, com letras de música.
Cantaria o dia inteiro aquela Bossa que era Nossa, de um tempo que a gente não viveu.
E chamava Vinícius e Toquinho para a tua festa, faria uma festa para ti, meu bem.
Com todos os teus amigos, e com surpresinha de uva e muita coca-cola normal, que é tua bebida favorita.
Te ensinaria a dançar forró quantas vezes fossem necessárias, te ensinaria direitinho, pra gente dançar abraçados.
Te contaria piadas, rolaria no chão da cozinha e te faria juras de amor.
Te juraria amor eterno, encheria teu coraçãozinho de Mim.
Mas não estás mais aqui, não estás mais.
Hoje eu vou até a esquina sozinha, na minha própria companhia, dou uma passada na padaria apenas quando
essa me for uma tarefa inadiável. E só como espetinho se não tiver uma outra coisa mais interessante
para comer, porque não estás mais aqui.
De nada me interessa a esquina, a padaria, o espetinho de três sabores. Muito menos o enterro.
Que me importa? Já não somos "Nós dois".
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