Foi engraçado como fizeste questão de estar presente em cada parte do meu dia.
Fantasiaste-te de meu Chefe, apareceste na minha esquina em uma cor cinzenta e um tanto mal-cuidado: eu sabia que eras tu incorporando aquele gato. Vieste em forma de flores, de cartas e de tantas outras maneiras, mas eu te via em tudo aquilo, e tudo o que eu desejava era te ter de volta.
Hoje meu maior medo não é nem tanto a tua ausência (que ainda me dói, quando fico a sós, eu e meu pensamento) e nem tanto a saudade que sinto do teu jeito manso de se chegar.
O que mais me aflinge a alma é mesmo a possibilidade. A possibilidade de não existir mais Marília na ponta da tua esferográfrica vermelha. De não ser mais eu por quem você chora e pede perdão. De e você, enfim cansar-se do desgaste em vão e sair de casa a procura de alguma pessoa para amar que não Eu.
Da mesma forma como quando eu me assustava, antigamente, por cogitar que um dia poderíamos ser quase dois estranhos, como hoje somos.
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