quarta-feira, 1 de abril de 2009

Já chegou a hora do dia em que a gente fala que tá tarde. Lentamente, uma por uma as janelinhas por ora minúsculas aos meus olhos vão apagando suas luzes. Dos apartamentos do prédio que fica atrás do meu. Os animais, alguns deles vão acompanhando o nosso ritmo, outros aproveitam o silêncio da noite para soltar-se mundo afora. Como é misteriosa a escuridão. Gosto dessa coisa de não poder enxergar bem onde piso, mas tenho medo, também. Ora bolas, sou humana, ué. O pai e a mãe já devem estar dormindo, e também os irmãos. E era o que eu deveria estar fazendo, em vez de esperar um pouco.
Talvez, quem sabe, uma ligação bem óbvia. E conversas mais ridículas ainda, só para fechar o dia e falar as coisas. Ah, eu acordei, abri os olhos. Tanta coisa pra falar, o que importa mesmo é um ouvir a voz do outro pra garantir que está tudo bem, e amanhã a gente se fala.

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