sexta-feira, 13 de março de 2009

Quinta à noite

Uma lua amarela e esfumaçada insistia em aparecer para ela na janela do quarto. Impossível não notá-la, tão bela que ela era (a lua). Dava medo, dizia, mas era bonita mesmo assim. Apesar de ser o dia favorito da menina, uma dor do dente arrancado não a deixava "pular de alegria", como dizem por aí. Tem até uma lógica por trás dessa preferência maluca: é só que pela frente há a expectativa de dois dias ainda melhores, que são a sexta e o sábado. E ainda tinha outras coisas malucas.
Passou a noite pedindo o carinho da mãe, que fez questão de retribuir: e como é bom tê-la sempre por perto, pensava de vez em quando. Visto que não existe pessoa melhor para executar a tarefa. Já no fim daquele dia meio bom, meio ruim, é acordada nos últimos instantes - era a amiga no telefone, coisa comum de se acontecer.
Se foi bom ou ruim, aquele que deveria ser o dia favorito teve um ponto tal qual as estrelas da noite: nem notara, a pobre, que, de fato, às 21:21 alguém estava com ela no pensamento.

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