Nesse pouco ou nada do resto que sobrou. Quando penso no que imaginava; Em tudo que acreditava. Eram sonhos e eram promessas. Numa dívida sem contas e sem fim. Nessa vastidão e variedade com toda intensidade me entreguei. Sem pensar no embora, sem ouvir o porém ou dizer talvez. Nessa história inimaginável,tinha tudo pra virar um roteiro já escrito e ensaiado, com horário marcado e tempo cronometrado. Mas quando olha-se em volta e vê-se de frente a uma chance de cortar o script, e improvisar palavras tão doces, tão ternas, Quem saem da boca sem exitar. É como se toda uma vida fosse-lhe dada de volta.Uma nova chance. Aí você ri pra sorte e percebe; É a sua vez de ser feliz. Se é lhe dada a chance, você será a mais feliz. Agarra-se em tudo que teve a audácia de falar, mas percebe que filmes sem roteiro não são filmes de verdade. E que vida é essa tão igual a tantas outras? E por que tudo tão simples e tão trágico?Meio céu de meia lua.
Talita Castro
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Oh, que texto, como diria.. belíssimo! Lindo de morrer! Estupendo!
Ah, como eu te admiro, amiga :)
Amanhã.. último dia do ano! Deus do céu, tô criando rugas!
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