Eu que nunca gostei de despedidas, assim como muita gente que eu conheço.
A morte é uma despedida inesperada - mesmo quando já é premeditada -, separa duas pessoas ou mais de um jeito que mexe muito e é comumente sinônimo de "perda".
Eis a razão pela qual não costumo dizer "tchau" de forma definitiva: no fundo, no fundo, existe dentro de mim um medo de perder a pessoa que some aos meus olhos.. eles tentam acompanhá-la até o limite possível de se enxergar.
E a partir dessa linha imaginária que divide o instante em que a pessoa estava aqui e foi embora, o tempo passa logo depressa, e lá se vão uns quinze minutos de pensamento.
Penso sempre nas pessoas que amo. O que fazem enquanto faço meus afazeres?
Gosto de achar que pensam em mim, e lembram de situações engraçadas que já arquitetei: concluo, assim, que minha vida é mesmo muito importante, tanto para dar vida aos meus sentimentos, tanto para os outros que por setas, estão relacionados ao meu nome, por um laço afetivo bem apertado.
Eu que nunca gostei de despedidas, despeço-me aqui com vontade de voltar, de acordar amanhã e alegrar-me com a arte do encontro, que é a minha parte favorita.
