sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009



E então, o que lhe falta? Os desejos são tantos e as ambições também. Parece não conseguir dar conta das coisas e acha pouco viver em uma eterna confusão. Acontecimentos e pessoas se comportam como se estivessem no interior de um caleidoscópio.
Sem saber como manejar o tempo, às vezes perde por esperar demais, dessa vez dá certo. De tentativas frustradas está cheia, vez em quando sente um vazio silencioso lá no iterior. Repentinamente algo chama a sua atenção e agora nada mais lhe ocupa a cabeça: tudo, enfim vira música em um lugar onde não existem instrumentos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Teresinha

O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e assustada, eu disse não

O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e assustada, eu disse não

O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro dentro do meu coração

Chico Buarque

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Essa minha mania de imaginar..



.. insiste em me acompanhar.
Vez em quando penso que pessoas como eu tendem a se decepcionar mais, no fim de tudo (do que as Outras Pessoas por aí) . Penso que poderia ser diferente, e sendo dessa maneira, as coisas girariam em uma outra direção. E que talvez isso fosse bom. Suponho cem mil coisas ao mesmo tempo e me preocupo demais com coisas importantes e desimportantes; não sei fazer bem uma divisão entre elas.
Sonhar sempre é bom, mas nem tanto.
Nem todos os Romances são baseados em fatos reais, a maioria deles não é.
E é aí que eu chego no ponto que eu queria chegar desde o início.
Essa (revira)volta toda serviu para nada, eu só queria dizer o que eu já havia dito antes.

Uma pessoa de exclamações



Sou uma pessoa de exclamações, de vígulas e poucos pontos-finais - prefiro juntá-los de três em três e dar origem a reticências. Adoro pontuar e acentuar textos sem lógica, aparentemente. Dependendo da frase e do jeito da pessoa, um ponto pode ser perigoso. É que ele é bem sério e não admite várias interpretações. Amigas minhas até riem dessa idéia, e é até um pouco engraçada (assumi).
Mudando um pouco o assunto, não sou tão boa com a palavra falada. Por vezes infinitas me peguei procurando a Palavra Certa, ou qualquer uma de mesmo sentido e não consegui achar. Também tenho memória fraca e temo chegar na terceira idade e não ser capaz de me lembrar dos dias que ri tanto que acabei fazendo xixi nas calças. Só que isso não precisa ser notícia de jornal.
Meus planos para o futuro: ser Grande como as pessoas boas são e Pequena quando quiser me divertir. Gosto de dar um sentido às coisas e espero que deem um sentido para mim.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Engraçadíssimo. Estou há mais de meia hora sentada diante deste computador e só agora pude notar que o aparelho de som estava ligado desde.. sempre! Acho que estou ficando louca, então preciso arranjar alguma atividade ou vou surtar em poucos segundos.


Fui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Palco e platéia

Deve ser bom ter uma banda para quem tocar. Ou para tocar para Ninguém mesmo, e achar graça nisso tudo. Antes de mais nada, vale sublinhar que banda é coisa difícil de se manter por dias e dias, imaginem por anos! É que é cada um querendo dar uma opinião diferente da do outro e quase sempre tem briga. Mas no fim acaba bem, eu acho. Até porque eu não sou nenhuma especialista no assunto, nem mesmo sei tocar um instrumento! (ainda)
Minhas experiências de público se fazem presentes no disputadíssimo ambiente do meu banheiro, onde espelho, toalha e box tornam-se meus fãs mais fiéis. É lá onde o meu show acontece e antes que eu me esqueça: nada de playback. Cantando para ninguém ou para mim mesma, possuo uma banda imaginária. E eu me divirto.