quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Papai Noel anda perdendo a popularidade. Ontem, na noite de véspera de Natal, conversando com primas da faixa entre 11 e 9 anos, pude ouví-las dizer que o não acreditavam mais no velho. E nem Maria acreditava, que deve ter lá pelos seus 6 anos de idade. Vi só Sara comentando "Pra quê ficar se enganando, se a gente sabe que ele não existe?". Meu Deus! Confesso ter ficado um pouco chocada, tamanha a sinceridade. Acho que é por causa da minha mania de ficar imaginando coisas e mentindo para mim mesma.
Mas era Natal, ainda. Uma árvore ao lado da porta trazia desejos escritos pela família, e a mesa cheia de comida e pastéis de açúcar fazia daquele um natal bem comum. A não ser pelo "dancing" no centro da sala, e o meu pai testando seu xote sem perceber que estava dançando "Madonna". Muitos risos.
Não aconteceu nada de mais, ou de menos. Foi um dia 24 especial como sempre costuma ser, e que bom que é assim.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

"Ainda há uma chance de ser bom de novo"


Ando desejando escrever, e idéias até chegam a abandonar a minha cabeça, prontas para serem postas em qualquer lugar. Contudo, não ando muito concentrada nas coisas que faço, ultimamente. Na verdade, nunca fui uma pessoa concentrada, foi produto de bastante esforço conseguir passar horas sentada em uma cadeira e estudando. Às vezes as pessoas reclamam comigo. Quase sempre o meu pai, dizendo que quando se tem um objetivo, a gente tem é que ralar mesmo e só. Posso afirmar que foi isso que eu fiz, ou pelo menos cheguei bem perto ao longo do ano.
Hoje tive um dia calmo, um dia tranquilo. Foi bom - embora não tenha acabado, ainda. Li "O Caçador de Pipas" e faltam exatamente quatro folhas para concluí-lo. Talvez o fim da tarde tenha sido o melhor momento do dia, que foi quando eu tive uma epifania, quase que nem a de Macabéa, de A Hora da Estrela. Não sei nem o motivo, fechei o livro com uma vontade repentina de dar um pouco de mim aos outros, fiquei com muita vontade mesmo.
É muito fácil, digo, muito mesmo, dar desculpas para as nossas incompetências. E justificar o que temos preguiça de fazer, botando a culpa no tempo. Não tive tempo, não deu tempo, foi o tempo. Quando o tempo não é nada a não ser relativo. Quando queremos, sempre arranjamos algumas horas. Fico por aqui com o trecho, que anda martelando a minha cabeça entre um minuto e outro: "Ainda há uma chance de ser bom de novo", o que me conforta e me faz ter mais vontade ainda de ser melhor.
Queria ser como Trevor, de A corrente do bem - nesse e em tantos outros pontos, as crianças são bem mais corajosas do que os adultos. Só elas são verdadeiras, e é por isso que as invejo tanto.